segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

A meditação e a fogueira

 
A prática de meditação pode ser comparada com acender uma fogueira.
Na meditação, precisamos de motivação para iniciar a prática, técnicas apropriadas e um bom professor. Veja como esta analogia ajuda a compreender melhor o processo, de forma divertida.
Inicialmente, é preciso escolher bem o local onde faremos nossa fogueira. Queremos que seja uma fogueira que dure muito tempo ou apenas uma diversão passageira ? Ela pode ser feita em casa, numa lareira ou ao ar livre - desde que se tenha segurança. Existem ainda muitas formas para fogueiras - piramidal, quadrada, redonda. Mas todas elas precisam de componentes básicos: combustível (madeira, papel, folhas, etc), algo para criar a primeira chama (fósforo, isqueiro, etc) e ar (espaço entre as madeiras).
O próximo passo é escolher o material a ser usado para dar o início ao fogo. Apenas madeira grossa não serve. É preciso gravetos, folhas, papel, um carvão antigo que já fez parte de outra fogueira... Talvez, nesses tempos modernos, podemos até usar um pouco de combustível líquido para ajudar no processo inicial (acho que isso se compara ao uso de meditações guiadas, em áudio, para ajudar no começo !). E então, acendemos o fósforo e jogamos lá dentro. Aqui também, é preciso paciência. Às vezes, temos que colocar o fogo inicial várias vezes...
No início, é dificil fazer o fogo pegar. A madeira pode estar meio úmida ou ainda verde e o fogo custa a acender ! Talvez tenhamos colocado tudo amontoado, não permitindo a passagem do ar, que é crucial para que a chama se acenda. É preciso dedicação, paciência e esforço, mas tudo regado pela tranquilidade. Mesmo em condições não ideais, quando se tem a motivação certa, é possível fazer a madeira finalmente pegar fogo. Ah ! Que sensação boa de conquista ! Olhamos o fogo com grande alegria. Mas, a chama ainda é pequena e frágil, pode se apagar facilmente.
Começa então a fase de deixar que o fogo se estabeleça bem, para que não se apague tão fácil. A chama ainda não está firme, não há brasa. Assim, é preciso assoprar, ventilar, alimentar e cuidar atentamente para que o fogo continue queimando. Assim que as primeiras brasas são formadas, já podemos relaxar um pouco e começar a desfrutar da fogueira. Ainda alimentando com lenha e ar, mas observando que agora, o fogo não se apagará tão rápido. A fogueira está estabelecida !
Aqui, podemos relaxar e começar realmente a aproveitar o calor do fogo, sua beleza e até mesmo aquecer algum alimento e saboreá-lo.
Mas se quisermos manter a fogueira acesa por um longo tempo, é preciso sempre alimentá-la com nova lenha. Observar se é preciso mais ar, madeira ou uma reacomodação das brasas. Examinar como a fogueira anda e se ela está bem para continuar noite adentro. Renovar, reacender a chama !
E assim, garantimos uma fogueira firme, forte, duradoura e que está sempre disponível para desfrutar-mos, seja pelo prazer de vê-la queimar ou cozinhando alimentos saborosos.
Agora, veja que com a meditação tudo acontece da mesma forma, só que a chama que acendemos, é a do nosso ser mais profundo e sábio.
Vamos praticar ?